• Centro de Informação de Resíduos

    Informe-se aqui sobre o trabalho e as áreas de intervenção do Centro de Informação de Resíduos da Quercus, existente desde 1995.

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Intervenção | Resíduos Agrícolas

 

Resíduos Agrícolas


 

O primeiro trabalho realizado pelo CIR na área dos resíduos agrícolas foi um estudo patrocinado pelo INGA (Instituto Nacional de Garantia Agrícola) sobre os destinos alternativos a dar à fruta retirada do mercado devido às quotas estabelecidas na União Europeia.

 

O estudo concluiu que grande parte da fruta retirada do mercado ou ia parar a aterros ou era descarregada em lixeiras e identificou várias soluções possíveis para melhorar o aproveitamento desse recurso tais como: o envio para organizações de solidariedade social, sob a forma de produto fresco ou em conserva, a utilização para alimentação animal, a destilação ou ainda a compostagem.

 

O INGA adoptou muitas das sugestões do estudo e presentemente foi reduzida substancialmente a quantidade de fruta retirada do mercado que não é posteriormente aproveitada.

 

Na área dos resíduos animais, como os provenientes do combate à doença das vacas loucas, a Quercus promoveu, em conjunto com uma empresa do sector, uma experiência visando testar a digestão anaeróbia destes resíduos com produção de biogás, tendo-se verificado resultados muito interessantes. Foi igualmente elaborado um estudo sobre a gestão deste tipo de resíduos.

 

Após várias tentativas junto da Comissão Europeia, a Quercus ainda não conseguiu que esta tecnologia fosse aceite sem restrições para o pretratamento dos resíduos animais da Categoria 1 (os de maior risco).

 

Actualmente a digestão anaeróbia é aceite como tratamento dos resíduos da Categoria 1 se estes sofrerem inicialmente outro tipo de tratamento (nomeadamente hidrolise alcalina), o que torna o processo mais moroso e dispendioso. Os resíduos do processo tem que ser incinerados ou enterrados. Contudo está autorizado a produção de biodiesel a partir das gorduras.

 

A Quercus tem vindo a acompanhar os trabalhos do Plano Estratégico dos Resíduos Agrícolas com especial interesse nos resíduos orgânicos e nos resíduos de plástico. Este plano é fundamental para dotar os nossos agricultores de meios para fazerem face às cada vez mais exigentes normas ambientais que condicionam o acesso aos fundos da União Europeia.

 

Nos últimos dois anos, devido à experiência que tem vindo a adquirir na área do tratamento dos resíduos orgânicos, nomeadamente sobre a tecnologia de digestão anaeróbia, a Quercus passou a acompanhar algumas situações ligadas aos efluentes suinícolas, nomeadamente as da zona de Leiria e do Landal nas Caldas da Rainha.

 

É neste momento um objectivo da Quercus evitar que o sistema de Leiria (Reciclis) opte pela secagem dos efluentes através da instalação de uma grande central térmica a gás natural, o que, além de economicamente discutível, seria também uma fonte importante de emissão de CO2 devido ao gás natural ser um combustível fóssil.

 

Na área dos resíduos florestais (copa e ramos das árvores que não são aproveitados), que em parte contribuem para a propagação dos incêndios, a Quercus iniciou um estudo visando promover um maior aproveitamento deste fluxo para produção de aglomerado de madeira, composto ou energia.

 

Um dos problemas já detectados é a grande burocracia que envolve a gestão destes resíduos e que obriga as empresas a preencherem formulários como se de resíduos perigosos se tratasse.

 

 

 

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