• Centro de Informação de Resíduos

    Informe-se aqui sobre o trabalho e as áreas de intervenção do Centro de Informação de Resíduos da Quercus, existente desde 1995.

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Intervenção | Resíduos Industriais

 

Resíduos Industriais



A intervenção do CIR nos resíduos industriais iniciou-se de forma complicada em plena discussão do processo de co-incineração de resíduos industriais perigosos (RIP).


A posição da Quercus foi a de dar sempre prioridade à prevenção e reciclagem, aceitando as soluções de fim-de-linha, como a co-incineração e o aterro, apenas para os resíduos remanescentes.


No entanto, a falta de transparência do processo, a pouca isenção da Comissão Científica Independente, a ausência de esforços de prevenção e reciclagem (chumbo de legislação apresentada no Parlamento visando a regeneração de óleos e solventes) e a obstinação do Ministério do Ambiente, levaram a Quercus a condenar, naquelas condições, o processo de co-incineração de RIP em cimenteiras.


Antes de tomar esta posição, a associação pediu uma audiência ao Sr.Ministro do Ambiente, para expor as condições que considerava essenciais para credibilizar a co-incineração e que no fundo se resumiam à transparência do processo, através de poderes para as comissões de acompanhamento locais, e à garantia de uma verdadeira política de prevenção e reciclagem, com destaque para a regeneração dos óleos usados, o mais importante fluxo dos RIP.


O Sr.Ministro não quis estar presente na reunião e os funcionários destacados limitaram-se a receber a exposição da Quercus sem assumir qualquer compromisso.


O Governo acabou por ser destituído e com o novo Governo avançaram (devagar...) os Centros Integrados de Recuperação, Valorização e Eliminação de Resíduos Perigosos (os CIRVER) que representavam uma das condições da Quercus.


Com o processo dos CIRVER e com os estudos realizados pelos consórcios concorrentes veio-se a concluir que, como a Quercus sempre disse, existem diversas tecnologias para tratar os RIP e que de facto a co-incineração só é necessária para uma pequena quantidade desses resíduos (10%).


Para além dos CIRVER, só agora em 2005 é que avançou o Plano de Prevenção dos Resíduos Industriais (PNAPRI), mas a regeneração dos óleos não está ainda garantida, uma vez que o Governo aceitou que a entidade gestora deste fluxo (SOGILUB) apenas envie para regeneração 25% dos óleos recolhidos.


O CIR tem estado em contacto com diversos investidores, no sentido de ser instalada uma unidade de regeneração em Portugal que dê destino a todos os óleos recolhidos. A informação que dispomos garante que essa unidade é economicamente viável e com o aumento do preço do petróleo será ainda mais viável.


Nos resíduos industriais banais, o CIR acompanhou a instalação do primeiro aterro, tendo, em conjunto com as outras organizações que compõem a comissão de acompanhamento, conseguido que fosse instalada uma unidade de triagem para os resíduos, o que permitiu reduzir os materiais colocados em aterro.


Até à data o CIR realizou alguns estudos sobre resíduos industriais, abrangendo temáticas como os óleos usados, os solventes, as lamas com hidrocarbonetos e a gestão de resíduos industriais banais no Norte de Portugal.

 

 

 

 

 

 

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