• Centro de Informação de Resíduos

    Informe-se aqui sobre o trabalho e as áreas de intervenção do Centro de Informação de Resíduos da Quercus, existente desde 1995.

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Intervenção | Resíduos Sólidos Urbanos

 

Resíduos Sólidos Urbanos


 

O trabalho do CIR desenvolveu-se inicialmente com os Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) na sequência de acções já realizadas pela associação e aproveitando o grande incremento que esta área teve com a aprovação do PERSU (plano do Governo para os RSU).


Concordando genericamente com o Plano, a Quercus alertou sempre para o excessivo investimento na incineração em contraponto com os magros investimentos na prevenção, na reciclagem e na compostagem.

 

Se bem que o PERSU tenha sido um sucesso em termos de selagem de lixeiras, sendo mesmo um caso inédito a nível internacional, o facto é que se vieram a confirmar os piores receios da Quercus sobre a insustentabilidade ambiental de uma política de investimentos virados essencialmente para os aterros e os incineradores.


Com efeito, em 2005, segundo o PERSU, deveríamos estar a reciclar e compostar cerca de 50% dos nossos RSU, mas na realidade aproveitamos menos de 10%.


Não tendo conseguido intervir a tempo de parar os incineradores de Lisboa, Porto e Madeira, a Quercus teve a oportunidade de, durante os anos de 2003 e 2004, travar uma batalha complicada para inviabilizar uma quarta linha no incinerador da Valorsul, a construção de um incinerador da zona centro e ainda um em S.Miguel nos Açores.


Para isto foi fundamental a excelente articulação feita com os Núcleos Regionais da Quercus de S.Miguel, Coimbra e Lisboa, sendo de destacar a valiosa colaboração de dois históricos da Quercus, o Veríssimo Borges e o João Gabriel Silva.


A Quercus apresentou como alternativas à incineração, a melhoria da recolha selectiva e a instalação de unidades de tratamento mecânico e biológico, soluções melhores do ponto de vista ambiental e económico.


A promoção da recolha selectiva porta-a-porta tem sido outra prioridade do CIR, uma vez que comprovadamente esta solução permite aumentar as taxas de reciclagem. Neste momento várias autarquias começam a desenvolver este tipo de recolha e outras já estão a estudar essa possibilidade.


O relacionamento com a entidade gestora dos resíduos de embalagens (a Sociedade Ponto Verde) nem sempre foi o melhor, devido principalmente a grandes divergências na abordagem da temática da reciclagem.

Presentemente a situação tem vindo a melhorar, principalmente, porque a SPV acabou por concordar com muitas das sugestões da Quercus, tais como: pagar menos aos hipermercados do que paga às câmaras pela recolha selectiva, procurar soluções para os plásticos de difícil reciclagem ou ainda aceitar todo o tipo de plástico nos ecopontos sem assustar o cidadão com mensagens do tipo “se tiver dúvidas não coloque”.


Na área da prevenção de resíduos, o CIR tem tido menos sucesso, uma vez que têm surgido sistematicamente situações de urgência que empurram este tema para segundo plano. No entanto, o CIR está a criar condições para nos próximos anos dar o devido destaque à redução e reutilização como forma primeira de uma gestão sustentável dos resíduos.


Como representante da Quercus e das ONGAs no Conselho Consultivo do Instituto Regulador das Águas e dos Resíduos (IRAR), o CIR tem procurado sensibilizar esta entidade para a necessidade de, à semelhança de diversos países, se introduzir o conceito da tarifa do lixo em função da produção e não do consumo de água ou electricidade.


Desta forma seria possível incentivar os cidadãos a produzir menos resíduos e a colaborar mais na reciclagem, pois teriam de pagar uma taxa do lixo menor.

Na área dos RSU o CIR realizou diversos estudos, nomeadamente sobre tratamento de resíduos orgânicos com vermicompostagem (minhocas), taxa do lixo em função da produção, recolha selectiva porta-a-porta, tratamento mecânico e biológico, reciclagem de plásticos mistos, estando a elaborar um levantamento sobre compostagem doméstica.

 

 

 

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