Optar por materiais mais económicos, muitas vezes inflamáveis e menos duráveis, compromete segurança dos edifícios e a saúde dos seus utilizadores

Materiais de construção ditam qualidade e segurança dos edifícios

 

Cada vez mais se assiste à utilização de materiais mais económicos na fase de construção de um edifício sem atender ao que realmente importa – o ciclo de vida. A Quercus lembra que o que dita a qualidade construtiva de um edifício é sem dúvida o tipo de materiais utilizados e a forma como são especificados em soluções construtivas adequadas.

 

A Quercus tem alertado para a necessidade do uso de materiais mais amigos do ambiente e que promovam a segurança e saúde dos seus utilizadores. Para tal é necessário que estes estejam conscientes disso, caso contrário vamos continuar a assistir a outras tragédias. O dono de obra, se constrói para vender, opta sempre por materiais mais económicos e menos duráveis. O uso do poliuretano, por exemplo, é muito frequente em Portugal, é um material de baixo custo e fácil aplicação, mas sem características de durabilidade e combustível, o que pode comprometer a segurança do edifício em caso de incêndio.

 

As regras para utilização de materiais e as suas classes de reação ao fogo estão bem especificadas na regulamentação de Segurança Contra Incêndios em Edifícios (SCIE). Convém lembrar que estas exigências se referem às condições de aplicação final em obra e advém de diretivas Europeias, mas que se aplicam em geral, aos revestimentos interiores de tetos, de paredes e de pisos.

 

Passamos, em média, 90% do nosso dia dentro dos edifícios. É pois, fundamental que estes sejam construídos a pensar na saúde e segurança dos seus ocupantes e com o menor impacte ambiental possível.

 

A Quercus defende que a especificação de materiais em obra deve ser mais consciente e zeladora da saúde e segurança dos posteriores utilizadores. Um material de construção mais económico pode significar um valor completamente inflacionado durante a utilização do edifício. Os materiais devem ser escolhidos tendo em consideração a sua durabilidade, a sua inocuidade à saúde (uma vez que muitos materiais libertam Compostos Orgânicos Voláteis ou outros poluentes), a sua reação ao fogo, a sua capacidade de reciclagem, a sua baixa manutenção, entre outros…

 

Este alerta é dado porque existem no mercado nacional soluções para a construção que cumprem estes parâmetros e devem ser equacionados em detrimento de outros mais económicos ou que a seu tempo comprovam a sua ineficácia em termos de saúde e segurança. Temos por exemplo o caso do amianto que foi amplamente difundido nas décadas de 70 a 90 e que se veio a verificar que era um material cancerígeno.

 

No caso concreto do amianto, é positivo substituir este material por outros que não comprometam a salubridade do edifício, no entanto estão a ser substituídos por materiais com elevado impacte ambiental e reduzida segurança, como é por exemplo o já referido poliuretano, que deriva do petróleo e combustível, para além de que na sua fabricação e durante a sua utilização liberta gases tóxicos nocivos ao ambiente e à saúde. Por outro lado, é um material que se deforma com o tempo, logo com um ciclo de vida muito reduzido, o que compromete as características iniciais do produto e para o que foi utilizado, com a agravante de, por ser utilizado na construção de forma oculta, não se ver o seu aspeto ao longo dos anos.

 

A especificação de materiais em obra é fundamental para que os edifícios se tornem lugares seguros, saudáveis e com um menor impacte ambiental.

 

 

Lisboa, 17 de Janeiro de 2018

 

 

 

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