Carvão nas minas do Pejão, no concelho de Castelo de Paiva, continua a arder a céu aberto

Quercus manifesta a sua preocupação e quer mais informação por parte das autoridades sobre esta situação

 

 

coal fire warningA Quercus tem recebido diversas denúncias relativas à nuvem de fumo que se sente junto à povoação de Pedorido, no concelho de Castelo de Paiva, e que temorigem na combustão a céu aberto de resíduos das antigas minas de carvão do Pejão. Desde os incêndios do mês de Outubro, que esta combustão, com um intenso cheiro a enxofre, ocorre e com as chuvas das últimas semanas a nuvem de fumo é ainda mais visível, o que tem levantado sérias preocupações junto da população local. 

 

A Quercus manifesta a sua preocupação com a combustão a céu aberto de resíduos das antigas minas de carvão do Pejão que continua a ocorrer junto à povoação de Pedorido, no concelho de Castelo de Paiva, pelos impactes ambientais que a mesma poderá provocar. É importante recordar que este tipo de combustão liberta normalmente grandes quantidades de gases com efeito de estufa e outros poluentes tais como o dióxido de carbono, o monóxido de carbono, o metano, o dióxido de enxofre e óxidos de azoto. A maioria destes gases são prejudicais ao ser Humano e o dióxido de carbono, o monóxido de carbono e o metano são também gases de elevado efeito de estufa e que contribuem muito significativamente para as alterações climáticas e consequentemente para o aquecimento global. O dióxido de enxofre é causador de chuvas ácidas e os óxidos de azoto são causadores de chuvas ácidas e influenciam a formação de ozono troposférico.

 

Para além da libertação destes gases, fenómenos deste tipo são também suscetíveis de provocarem o aluimento de terras na sua envolvente. A Quercus recorda que existem exemplos, por todo o Mundo, de minas de carvão que se incendiaram e continuam a arder. Um desses exemplos é mina de Centralia, na Pensilvânia, nos Estados Unidos da América, que arde desde 1962 e onde existem previsões de que possa ficar a arder por mais 250 anos, e a mina de Jharia, na Índia, que arde há já mais de 100 anos. Só na China ardem anualmente 20 milhões de toneladas de carvão em fogos sem controlo, em minas de carvão. A nível económico, na Pensilvânia os custos associados aos fogos em minas e carvão já ultrapassaram atualmente os mil milhões de euros.

 

 

Todos estes factos são motivo de preocupação e fazem com que a Quercus solicite às autoridades competentes informação urgente sobre este caso, que ocorre apenas a cerca de 30 km da cidade do Porto, de modo a restaurar a tranquilidade e, sobretudo, a segurança ambiental e das populações locais.

 

 

Lisboa, 15 de janeiro de 2018

A Direção Nacional da Quercus- Associação Nacional de Conservação da Natureza

 

 

 

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