Dia Mundial dos Oceanos

Quercus assinala data com ação de limpeza na praia de Algés e Conferência para sensibilizar sobre a poluição marinha.

A 8 de junho comemora-se o Dia Mundial dos Oceanos e a Quercus assinala a data com uma Limpeza na Praia de Algés e uma Conferência sobre o problema do lixo marinho, pretendendo sensibilizar a população e a opinião pública para a grande quantidade de lixo de plástico no mar.

 

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A Ação de Limpeza da Praia decorrerá entre as 9H30 e as 12H30 na Praia de Algés (1) e contará com o apoio da Surfrider Portugal – Lisboa e da APLM – Associação Portuguesa de Lixo Marinho. Os resíduos de plástico recolhidos serão encaminhados para reciclagem e transformados em mobiliário urbano produzido em plástico misto pela empresa Extruplás.

A Conferência decorrerá no Instituto Hidrográfico (2), entre as 14H30 e as 17H00, contando com o apoio e participação deste Instituto, bem como da Surfrider Portugal – Lisboa, a da APLM – Associação Portuguesa de Lixo Marinho, na qual contaremos com a presença da Senhora Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, para a sessão de abertura.

A predominância de materiais em plástico no lixo marinho tem sido uma realidade que tem merecido cada vez mais atenção da comunidade global, quer através da divulgação de notícias sobre as “Ilhas de Plástico”, de fotografias com a poluição marinha, como de estudos, entre os quais o da FCT-UNL/MARLISCO divulgado em 2014, que concluiu que 97% dos detritos recolhidos em 11 praias do litoral português correspondiam a materiais em plástico e fragmentos de plástico e resíduos de sacos.

O Fórum Económico Mundial alerta para o facto de em 2050 os oceanos poderem ter mais plástico que peixes (em peso), sendo urgente adotar medidas para contrariar esta tendência, facto que levado ao envolvimento de muitos organismos, entre os quais o Parlamento Europeu que apelou para que a União Europeia definisse medidas para reduzir os resíduos de plástico no ambiente e, especificamente, do «lixo marinho», no sentido de alcançar uma redução do uso de sacos de plástico de 50% até 2017 e de 80% até 2019.

A reduzida taxa de degradação e gestão incorreta dos resíduos de plástico promovem a dispersão dos materiais mais leves pelo ambiente, com impactes ambientais e visuais, económicos ou para a saúde, uma vez que confundidos por alimento são ingeridos por animais e poderão entrar na cadeia alimentar, com consequências para o ser Humano.

 




A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

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