1 de Setembro: primeiro dia do adeus às lâmpadas incandescentes em toda a Europa

Entre 1 de Setembro de 2009 e 2012 as lâmpadas incandescentes desaparecerão do mercado europeu. A determinação da Comissão Europeia corresponde a um mandato que lhe foi dado no âmbito da Directiva Ecodesign (Directiva 2005/32/EC). Amanhã serão apenas as lâmpadas incandescentes mais potentes, de 100W, que serão banidas: mais precisamente, não poderão ser colocadas no mercado. Porém, é normal que existam stocks e esses poderão ser comercializados até terminarem, pelo que ainda deverá ser possível encontrar algumas lâmpadas com esta potência nas prateleiras dos supermercados até a sua venda terminar definitivamente. Haverá excepções para fins muito específicos que não correspondam à normal utilização para fins de iluminação.

 

Desde lâmpadas de halogénio mais eficientes até às lâmpadas de LED, passando pelas lâmpadas fluorescentes compactas, as opções já disponíveis e futuras são mais baratas e económicas do ponto de vista energético. No caso das lâmpadas fluroescentes compactas, o seu consumo de electricidade é de apenas 20% em comparação com as tradicionais lâmpadas incandescentes, a duração é 6 a 10 vezes superior, não correm o risco de sobreaquecimento e existem em muitas cores e formatos.

 

Apesar de alguns aspectos que merecem cuidado, significarão uma enorme redução no consumo de electricidade, contribuindo para uma maior independência energética e muito menores emissões de dióxido de carbono, principal gás emitido no uso de combustíveis fósseis nas centrais térmicas responsáveis ainda por uma parte significativa da electricidade produzida, nomeadamente em Portugal, e associado à causa do aquecimento global e consequentes alterações climáticas.

 

Há todo um faseamento previsto até 2016, que no entender da Quercus até poderia ser mais ambicioso, que vai requerer uma substituição progressiva das lâmpadas menos eficientes.

 

Saiba que de acordo com o projecto Ecofamílias desenvolvido pela Quercus em 2007, nas 225 famílias visitadas, 31% do consumo de electricidade em casa estava associado à iluminação e 46% das lâmpadas existentes eram incandescentes.

 

 

Lisboa, 1 de Setembro de 2009

 

A Direcção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

 

 

 

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