Ambiente: Educar outra vez e sempre

Deste a conferência das Nações Unidas sobre Ambiente Humano que teve lugar em Estocolmo em 1972 que a educação foi assumida como um dos principais caminhos para alcançar as necessárias soluções para os problemas ambientais. Cinco anos depois em Tbilisi (Geórgia), na conferência intergovernamental sobre educação ambiental organizada pela UNESCO foram apresentadas 41 recomendações relativas ao seu papel, objectivos e princípios.

 

Hélder Spínola*

 

Desde então a educação ambiental tem sido considerada uma necessidade urgente para alcançar mais rapidamente um desenvolvimento sustentável, definido em 1987 no relatório “O Nosso Futuro Comum” da Comissão Mundial para o Ambiente e Desenvolvimento como sendo o desenvolvimento que permite satisfazer as nossas necessidades actuais sem comprometer as das futuras gerações.

 

Depois da Cimeira do Rio em 1992 as preocupações sobre os problemas ambientais globais têm crescido até aos dias de hoje e questões como a destruição da camada de ozono, as alterações climáticas, a desflorestação, a perda de biodiversidade e a poluição já não são indiferentes ao mais comum dos cidadãos. 

 

No entanto, apesar desta generalizada consciencialização para as questões ambientais verifica-se em Portugal uma grande distância entre esta preocupação e uma participação activa e prática nas soluções para estes problemas. 

 

Actualmente, para além da necessidade de novas políticas e tecnologias para minimizar estes problemas, a participação dos cidadãos é da maior importância, em particular na redução dos consumos de energia, água e outros recursos para além da cooperação numa gestão adequada dos resíduos. Na verdade, o desenvolvimento sustentável significa que cada um de nós precisa de reduzir a sua pegada ecológica de modo a deixar de viver para além da capacidade de carga do Planeta e deixar assim de contribuir para degradar a nossa única Terra.

 

Esta maior participação dos cidadãos implica uma maior aposta na educação formal e informal para as questões ambientais. Na última década temos constatado uma diminuição do esforço público na educação ambiental em oposição ao que aconteceu no fim do século passado.

 

Urge retomar o ritmo e a dinâmica em tempos visível nas escolas e nas actividades dos municípios, associando agora a um forte envolvimento dos órgãos de comunicação social e ao objectivo prioritário de conseguir que jovens e menos jovens dêem um contributo mais prático. 

 

 

  • Presidente da Direcção Nacional da Quercus

 

 

 

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