Rios Poluídos: Para acabar ou continuar?

Hoje, no Dia Nacional da Água, a Quercus apresentou os resultados de um estudo indicativo sobre a qualidade da água nos nossos rios revelando uma situação pouco animadora agravada pelo facto do problema se arrastar há mais de uma década, de acordo com os dados que todos os anos o Instituto da Água disponibiliza.

 

Hélder Spínola*

 

 

A água dos nossos rios tem apresentado nos últimos anos qualidade má ou muito má em mais de 30% dos casos, o que revela a gravidade da situação e a urgência na implementação de medidas eficazes que eliminem os focos de poluição.

 

Quando nos lembramos de alguns rios gravemente poluídos que têm sido alvo de muito divulgação na comunicação social ao longo dos últimos anos, apercebemo-nos que apesar das promessas de soluções os problemas tendem a persistir. Neste cenário é difícil acreditar que a situação revelada no estudo da Quercus poderá alterar-se para melhor nos próximos anos. 

 

A poluição da ribeira dos Milagres provocada pelos efluentes de suiniculturas, do rio Alviela devido às indústrias dos curtumes ou a do rio Ave pelos esgotos industriais e domésticos, são apenas alguns dos exemplos mais conhecidos que têm sido alvo de promessas e medidas por sucessivos governos sem que na prática se conseguisse resolver o problema.

 

Com este histórico, apesar de hoje as questões ambientais estarem na ordem do dia (embora o tema água em particular esteja muito esquecido), é difícil de acreditar que num futuro próximo esta difícil realidade irá mudar.

 

Mas vamos ter esperança.

 

 

 

  • Presidente da Direcção Nacional da Quercus

 

 

 

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