Dia da Floresta Autóctone em Castelo Branco | 23 de Novembro

No dia 23 de Novembro celebra-se o Dia da Floresta Autóctone e, antecipando desde já a celebração desta data, a Quercus, em parceria com o Parque Botânico da Escola Superior Agrária de Castelo Branco, irá organizar uma acção de sensibilização ambiental no dia 22 de Novembro com um grupo de alunos do Programa Integrado de Educação e Formação da Escola EB2 José Sanches de Alcains. Será realizado um “Safari pelo Parque” durante o qual se apelará aos cinco sentidos de forma a despertar a atenção dos participantes para aprender a identificar e sentir a fauna e flora do Parque.

 

A actividade decorrerá no Parque Botânico da ESA, uma área resultante da recuperação de uma zona bastante degradada, utilizada durante muitos anos como lixeira municipal, onde foram plantadas 6000 árvores e arbustos (englobando cerca de 90 espécies diferentes) e que hoje se trata de uma área de apoio pedagógico à ESA, um instrumento de educação ambiental e uma zona de lazer correspondendo também a uma área de refúgio para diversas espécies animais.

 

O Dia da Floresta Autóctone foi estabelecido para promover a divulgação da importância da conservação das florestas naturais, apresentando-se simultaneamente como um dia mais adaptado às condições climatéricas de Portugal e Espanha para se proceder à sementeira ou plantação de árvores, alternativo ao Dia Mundial da Floresta, 21 de Março, que foi criado inicialmente para os países do Norte da Europa. A plantação de árvores na Primavera em Portugal apresenta frequentemente um baixo sucesso associado ao aumento das temperaturas e redução das chuvas que se faz sentir com a proximidade do Verão.

 

Cerca de 38% do território continental português é constituído por área florestal, representando uma mais valia efectiva na conservação da Natureza e da biodiversidade, na produção de oxigénio, na fixação de gases com efeito de estufa (dióxido de carbono), protecção do solo e manutenção do regime hídrico.

 

A participação e colaboração de todos é fundamental para que a nossa floresta autóctone esteja cada vez mais protegida. E todos poderemos contribuir para a preservação e expansão das nossas espécies indígenas, bastará que cada um de nós recolha algumas sementes, faça-as germinar e plante num terreno das imediações para que a floresta portuguesa retome cada vez mais o lugar que já ocupou no passado e constitua um espaço de salvaguarda da nossa biodiversidade.

 

No dia da Floresta Autóctone faça a diferença e se tem um terreno aproveite este fim-de-semana e plante uma árvore, mas de uma espécie autóctone, bem adaptada às condições climáticas e de solo.

 

Onde Plantar?

 

Se o local sofre alagamentos, por exemplo, a espécie a escolher deverá estar bem adaptada a estas condições, como é o caso do Vimieiro-branco (Salix alba).

Deve-se considerar se no local em questão não será preferível dar as condições para a regeneração natural, sem grandes intervenções humanas, pois dependendo da situação a natureza encarrega-se de regenerar a área e definir quais as espécies mais adequadas para a ocupar.

 

Que espécies escolher?

 

Autóctones vs Exóticas

Não plante no dia da árvore, ou em qualquer outro dia, acácias (Acacia spp.), ailantos

(Ailanthus altissima), falsas acácias (Robinia pseudoacácia), Hakea sericea, Pitosporum undulatum (ver decreto-lei n.º 565/99, de 21 de Dezembro, Anexo I – espécies introduzidas em Portugal Continental e Invasoras). Estas espécies são reconhecidas como espécies exóticas de elevado potencial invasor, substituindo rapidamente as espécies nativas ou, como no caso do eucalipto, alterando o regime hídrico do solo.

Opte antes por um carvalho alvarinho (Quercus robur), um sobreiro (Quercus suber), ou um azevinho (Ilex aquifolium), ou ainda um medronheiro (Arbutus unedo), e, porque não, um azereiro (Prunus lusitanica), ou tantas outras espécies autóctones, escolhendo sempre a mais bem adaptada às condições de solo e clima do local onde pensa plantar.

 

Na altura de plantar uma árvore deverá ter alguns cuidados 

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• Optar por uma espécie autóctone, ou seja, da região ou pelo menos do país, pois a invasão biológica por espécies exóticas é a segunda maior causa de perda de biodiversidade em todo o mundo.

 

• Verificar se o local onde se está a plantar não irá interferir com linhas eléctricas ou de telefone, nem com as instalações de águas e esgotos.

 

• Não plantar muito próximo de casas ou muros, para que não tenha problemas de humidade (por vezes basta optar por espécies de folha caduca, dependendo da exposição solar), nem das raízes interferirem com as estruturas já construídas.

 

Esperamos que todos saibam reconhecer o valor das florestas naturais de Portugal para que as futuras gerações ainda as possam conhecer e usufruir delas.

 

 

Castelo Branco, 23 de Novembro de 2007

 

 

 

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