26 Zonas Balneares com análises más

A Quercus analisou os dados que estavam disponíveis até 3 de Setembro e verificou que até ao momento 26 praias classificadas como zonas balneares apresentaram pelo menos uma análise má no decurso da presente época balnear.

Tal representa 8% do total das praias do Continente.

 

Em termos de distribuição, é assim curioso notar que existem 15 praias interiores com pelo menos uma análise má, em comparação com 11 praias costeiras, o que mostra uma maior vulnerabilidade das praias fluviais a problemas de poluição. Percentualmente, 35% das praias interiores apresentaram pelo menos uma análise má, enquanto que apenas 4% das praias costeiras tiveram problemas. Tal faz sentido, dados os problemas de saneamento básico e de poluição industrial que se fazem sentir no interior e cujos efluentes não beneficiam duma tão grande diluição em comparação com as descargas no oceano ou em áreas próximas. Porém, em termos do número de análises más, a situação é mais equilibrada, o que mostra que a poluição nas zonas costeiras ocorre de forma mais sistemática várias vezes numa mesma praia, e neste caso principalmente em praias costeiras. Isto é, de um total de 34 análises más contabilizadas em zonas balneares não interditas, 17 verificaram-se em praias interiores e 17 em praias costeiras.

 

Matosinhos é o concelho que apresenta maior número de praias (5) com pelo menos uma análise má, sendo que se tratam de zonas balneares classificadas como tal pela primeira vez em 2002. Uma das praias, denominada Matosinhos, foi mesmo interditada até ao final da presente época balnear. Os concelhos de Albufeira e Vinhais apresentam cada um deles duas praias onde foram também recolhidas pelo menos uma análise má por praia. Duas das praias onde se verificou uma análise má têm Bandeira Azul (Cortegaça e Burgau). A Quercus defende que uma praia com Bandeira Azul não deverá apresentar quaisquer análises más.

 

(ver tabela no docmento word anexo)

 

É bem provável que, tal como no ano passado, este número venha a aumentar, com o surgimento das primeiras chuvas, já ocorridas nos últimos dias e cujos resultados de análises efectuadas nessa altura ainda não fizeram parte desta contabilização, dado o tempo que medeia entre a recolha da amostra e a divulgação dos resultados.

 

Novos dados aumentam número de praias com qualidade do ouro

 

A Quercus decidiu lembrar no início desta época balnear as praias do Continente que desde que o Ministério do Ambiente faz um acompanhamento sistemático da qualidade da água (época balnear de 1993), apresentaram até à época balnear de 2002 , inclusive, SEMPRE qualidade boa. Estão assim excluídas as praias que entretanto foram sendo classificadas como zonas balneares depois desse ano. Esta selecção de praias a que se chamou de praias com ´´qualidade de ouro´´ permitirá aos utilizadores uma maior confiança na sua utilização, pois durante dez anos, as praias não sofreram oscilações da sua qualidade da água, motivo de poluição resultante de falta de saneamento, condições meteorológicas ou outras vicissitudes, pelo menos detectados no âmbito dos programas de monitorização durante as épocas alneares.

 

Nessa ocasião, a Quercus baseou-se em dados transmitidos por diversas entidades ao longo do tempo à associação, que se assumiram como definitivos, mas que se constatou recentemente estarem incompletos. Assim, e tendo a Quercus feito um esforço para adquirir toda a informação disponível, é com satisfação que constatamos que existem neste momento um total de 87 praias com qualidade de ouro, cujos nomes e respectivos concelhos estão disponíveis aqui.

 

A Direcção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza

Lisboa, 5 de Setembro de 2003

 

Quaisquer esclarecimentos adicionais podem ser prestados por Francisco Ferreira ou Luís Galrão, membros da Direcção Nacional da Quercus, telemóveis 96-9078564 e 93-7788471, respectivamente.

 

 

 

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