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Plano dos Resíduos Urbanos 2020: Licença para matar…a reciclagem

reciclagemFoi aprovado ontem, pela Portaria nº 187-A/2014, o Plano Estratégico dos Resíduos Urbanos para 2020 (PERSU 2020). A Quercus opõe-se a este plano, uma vez que este prevê metas de reciclagem muito baixas para os sistemas das grandes metrópoles de Lisboa e Porto, onde existem incineradores, e, incompreensivelmente, metas muito elevadas para regiões do interior como Trás-os-Montes, Beira Interior e Alentejo.

A ideia do Ministério do Ambiente é manter o baixo nível de reciclagem no sistema da Valorsul, com um valor de 42% em 2020 e, no da Lipor, de 35% no mesmo ano. Estes valores estão muito abaixo da média do continente (que será de 53%), sendo tecnicamente incompreensíveis, uma vez que é precisamente nas grandes cidades que a recolha seletiva pode ser feita de forma mais fácil. Como tal, as metas deveriam ser muito superiores.

Em contrapartida, muitos sistemas do interior rural, onde é muito mais difícil reciclar devido às distancias e à dispersão da população, vão ser obrigados a taxas de reciclagem de 80%.

Na ótica da Quercus, a razão de ser desta opção do Ministério do Ambiente é não mexer nos interesses das empresas de incineração que, deste modo, vão poder tranquilamente continuar a queimar grandes quantidades de resíduos recicláveis.

Como será muito difícil aos sistemas do interior atingirem as elevadas taxas de reciclagem de 80%, o Ministério do Ambiente desenvolveu um expediente para ultrapassar esse problema, preparando-se para considerar que todo o papel e cartão que é rejeitado nas unidades de tratamento existentes nesses sistemas contará para as taxas de reciclagem, mesmo que o seu destino final seja o aterro. Resta saber o que pensará a Comissão Europeia desta solução.

De referir que este Plano foi deliberadamente colocado em consulta pública no mês de Agosto, altura em que é muito difícil a participação dos cidadãos e Associações Ambientais. É, pois, evidente o pouco interesse que o Ministério do Ambiente tem pelas opiniões contrárias às suas, uma vez que este documento agora publicado é, no essencial, igual à primeira versão apresentada no ano passado.

A Quercus irá lutar com todos os meios ao seu alcance para que sejam aumentadas as metas de reciclagem nas regiões de Lisboa e Porto. Caso contrário, será impossível para Portugal cumprir a meta comunitária de 50% de reciclagem de resíduos urbanos em 2020.

Lisboa, 19 de Setembro de 2014

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

 

 

 

 

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