Quanta água é necessária para produzir uma chávena de café? E uma fatia de pão? E uma folha de papel?
De cada vez que bebemos uma chávena de café, utilizamos 140 litros de água. Por cada quilo de carne de vaca consumido, utilizamos 16 000 litros de água. O fabrico de uma t-shirt de algodão exige o consumo de 2 000 litros de água. Muitos dos produtos que utilizamos diariamente exigem a utilização, directa ou indirecta, de água, a qual é normalmente negligenciada nos cálculos de consumo de água geralmente veiculados.
A água é utilizada em praticamente todas as actividades humanas e é indispensável à sobrevivência de todos os seres vivos. A manutenção do nível de vida actual exige maiores consumos de água e um esforço ambiental adicional.
As alterações climáticas são um assunto actual e cada vez mais debatido. As notícias sobre os efeitos (alguns já evidentes) destas mudanças e as medidas que se tentam implementar para as enfrentar invadem o nosso quotidiano.
Em Outubro de 2007, o Instituto da Água (INAG), apresentou o Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH). Este programa pretende ser um plano estratégico de selecção de locais para construção de 10 novas barragens no território continental português, com o intuito de aumentar a potência hidroeléctrica instalada em Portugal para 7 000 MW em 2020.
Portugal partilha com Espanha 5 bacias hidrográficas: Minho, Lima, Douro, Tejo e Guadiana, as quais cobrem cerca de 65% do território nacional. Situado a jusante, Portugal tem de suportar as alterações nos regimes de caudais e na qualidade da água provocadas pela utilização de água na vizinha Espanha.
A gestão dos recursos hídricos, e de qualquer outro recurso, tem como suporte os mecanismos legislativos criados para regulamentar a sua utilização e conservação. O estabelecimento de regras é necessário para possibilitar uma utilização racional e equitativa dos recursos, impondo limites à sua exploração e estabelecendo medidas para a sua preservação.
A seca tem sido um assunto em destaque nos últimos anos, principalmente desde que, em 2004/2005, este fenómeno atingiu proporções catastróficas em Portugal e noutros países do sul da Europa.
O saneamento como meta fundamental para a sociedade e para o ambiente
No dia 22 de Março celebrou-se o Dia Mundial da Água, uma iniciativa que resultou da Conferência das Nações Unidas para o Ambiente e o Desenvolvimento que decorreu no Rio de Janeiro em 1992, e com a qual se pretende, essencialmente, sensibilizar a população para os problemas e desafios que temos que enfrentar relativamente à gestão da água.
No dia 22 de Março celebra-se o Dia Mundial da Água, uma ocasião propícia para relembrar a cada um de nós a importância deste recurso e a possibilidade de contribuirmos para mitigar os problemas existentes.
A escolha do tipo ou nível de tratamento depende da quantidade e qualidade das águas residuais, a qualidade que se pretende obter depois do tratamento e as características do local de descarga.
A água é essencial à vida. Faz parte das células dos organismos, sustenta ecossistemas e é indispensável à realização das actividades humanas. A água é o elemento mais abundante do planeta e ocupa cerca de 71% da sua superfície. Apesar disso, apenas 2,5% está disponível para nosso uso, estando a maior parte cativa nos Oceanos. A conservação deste recurso enfrenta inúmeras dificuldades. O aumento da população e da diversidade de actividades praticadas pelo Homem conduzem a um maior consumo de água, reduzindo as reservas de recursos hídricos. Os níveis crescentes de poluição diminuem a qualidade da água, contribuindo também para a redução da quantidade disponível. As desigualdades na distribuição da água causam assimetrias sociais, económicas e políticas. A gestão sustentável dos recursos hídricos tornou-se num dos principais desafios da actualidade.
Os rios e ribeiras foram sempre os ecossistemas mais aproveitados pelo Homem ao longo da sua História, fornecendo água, pesca, etc., sendo uma das suas características mais atractivas, o movimento unidireccional da corrente, constituindo um recurso renovável, um sistema rápido de transporte e remoção de detritos e uma fonte potencial de energia.
A distribuição dos recursos hídricos depende das condições climáticas e das características geológicas de uma área. Em Portugal(1) , de clima Mediterrâneo com influências Atlânticas de intensidade variável, os contrastes são visíveis, apesar da sua reduzida dimensão. A vegetação, a paisagem, as actividades praticadas e a disposição do povoamento reflectem em grande parte a disponibilidade dos recursos hídricos.