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No âmbito do Ano Internacional do Planeta Terra
No âmbito do Ano Internacional do Planeta Terra
Quercus lança Condomínio da Terra - Cuidar das Partes Comuns do e Campanha de Reciclagem de Rolhas de Cortiça
A Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, em parceria com a UNESCO, e no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Árvore e da Floresta e do Ano Internacional do Planeta Terra, apresentou a 20 de Março de 2008, no Oceanário de Lisboa, os projectos Condomínio da Terra: Cuidar das Partes Comuns do Planeta e Campanha de Reciclagem de Rolhas.
O condomínio da Terra

Em 2007, ao mesmo tempo que a Quercus lançava o projecto “Condomínio da Terra” (www.earth-condominium.com), que propõe uma nova forma de organizar a recém descoberta vizinhança global, a UNESCO indicava os anos 2007-2009, como o Ano Internacional do Planeta Terra, que pretende ser um marco, um ponto de viragem neste grande desafio que é a crise global do ambiente, que as alterações climáticas tornaram visíveis a todo e qualquer cidadão do planeta.

Do conceito teórico de pensarmos a terra como um condomínio a Quercus passou à prática e, surgiu o projecto “Condomínio da Terra” -  um Sistema Voluntário de Cuidar das Partes Comuns do Planeta de forma integrada, http://earth-condominium.com/port/revistacuidar.pdf.

A adesão aos princípios do “Condómino da Terra” não significa qualquer forma de certificação ambiental, nem uma garantia de que o uso que o condómino faz dos bens comuns é inteiramente compensado, ou que a sua pegada ecológica ou o seu saldo ambiental sejam positivos, significa tão só o reconhecimento que o condómino faz da sua condição de dependência dos bens ambientais inevitavelmente comuns (Atmosfera, Hidrosfera e Biodiversidade) e que ele, como todos os outros condóminos, os pode afectar de forma positiva ou negativa. Significa que iniciou o seu processo de consciencialização, redução e compensação.

A Quercus assumindo a sua condição de Condómino, prepara-se para dar início à implementação no território português de um conjunto alargado de iniciativas e projectos associados à preservação da biodiversidade, à plantação de floresta autóctone, reciclagem, educação, redução de uso de bens comuns e parcerias na investigação. Este Compromisso da Associação é um contributo neste desafio global de combate às alterações climáticas que será desenvolvido com diferentes entidades e parceiros.

O Programa integra o calendário de iniciativas do Ano Internacional do Planeta Terra, contando com o apoio institucional da Comissão Nacional da UNESCO. Terá início simultâneo em Portugal e no Brasil, no próximo dia 22 de Abril (Dia da Terra) e estende-se até 2012 sob o lema “Cuidamos do Planeta e Organizamos a nossa Vizinhança Global”.

Programa “Cuidar das Partes Comuns: Criar Bosques, Conservar a Biodiversidade” - Qual é o compromisso Quercus?

- Atingir um mínimo de 1 000 000 de árvores autóctones plantadas e cuidadas

- Conseguir o sequestro de 5 000 toneladas de CO2 ao fim de 5 anos

- Criar 100 novas reservas biológicas / Fracções do Condomínio da Terra

- Garantir capacidade para 2000 animais nos Centros de Recuperação

- Preservar 6 espécies em extinção

- Proteger 50 hectares de zonas húmidas

- Restaurar 10 Km de rios e ribeiras

- Internacionalizar o conceito de Condomínio da Terra

- Atingir os 30% de reciclagem de rolhas de cortiça

- Internacionalizar a recolha e reciclagem de rolhas de cortiça

- Atingir os 250 Condóminos da Terra que cuidem connosco das partes comuns

- Produzir um documentário sobre o conceito e a aplicação do programa

Reciclagem de Rolhas – Programa Green Cork

No âmbito das iniciativas ligadas à reciclagem de resíduos, e aproveitando o facto de ser o dia mundial da árvore e da Floresta, a Quercus apresentou o programa “Green Cork”. Trata-se de um Programa pioneiro de Reciclagem de Rolhas de Cortiça no qual estas são trituradas e aproveitadas para o fabrico de outros produtos aglomerados (isolamentos, juntas de dilatação, pavimentos, revestimentos, etc.), e os proveitos económicos são convertidos no financiamento de parte do Programa “Criar Bosques, Conservar a Biodiversidade”, que utilizará exclusivamente árvores que constituem a nossa floresta autóctone, entre os quais o Sobreiro, Quercus suber.

O Programa é concebido pela QUERCUS, e desenvolvido em parceria com a CORTICEIRA AMORIM, a BIOLOGICAL e o CONTINENTE. Contando com a colaboração de todos os cidadãos, os mais de 300 milhões de rolhas que entram no mercado português anualmente poderão ser recolhidos para reciclagem através de dois circuitos distintos:

1.º- HORECA: Hotelaria, Restauração e Cafés

2.º- Doméstico: através de superfícies comerciais e escolas

A associação destes parceiros e o empenho de todos possibilitou utilizar circuitos de distribuição já existentes, obtendo um sistema de recolha sem custos adicionais.

O “Green Cork”, para além da virtude de ser o primeiro programa de reciclagem que permite financiar programas de recuperação e conservação da natureza, a optimização dos circuitos pré-existentes dos parceiros do projecto, possibilita que todas as verbas sejam destinadas à plantação de árvores. Tudo isto sem aumentar as emissões de CO2. Este programa funcionará como projecto-piloto em Portugal e será posteriormente alargado a outros países da UE.

A rolha de cortiça é o produto base que garantiu e deverá continuar a garantir a manutenção do montado de sobreiros, um dos ecossistemas mais ricos em biodiversidade do continente europeu e que se estima absorver, por ano, 4,8 milhões de toneladas de CO2, que representam cerca de 5% das nossas emissões. Como a cortiça é a própria casca da árvore, também retém CO2 e, ao ser reciclada, evitam-se emissões deste gás para a atmosfera, o que não acontece quando se decompõe ou é incinerada. No mercado português entram por ano cerca de 300 milhões de rolhas de cortiça que são responsáveis pela fixação de 3000 toneladas de CO2. A reciclagem atrasa a emissão desse carbono de volta para a atmosfera. Para além da componente ambiental, o montado é ainda exemplar em termos sociais e económicos, sendo o suporte de diferentes actividades económicas, muitas vezes em zonas deprimidas.

 
Lisboa, 20 de Março de 2008

A Direcção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza
 
  
 
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