void void
void
void
void
void
void
void
void
void
void
void
Boletim Electrónico Nacional
void
void
void
 

    RSS link
 
Próximos Eventos
void
void
Notícias
void
Jornal Quercus Ambiente
void
void
void
 


























void void
void
Início
void
void
quercus.pt
void
void
Comunicados
void
void
Pareceres
void
void
Actividades
void
void
Contactos
void  
void
Pesquisa
menui   void
  
  Núcleos Regionais
 
  
  












void
    HomePage  Comunicados
void
Quercus exige encerramento de estrada no Alvor, em plena Rede Natura
Publicar no Facebook
Quercus exige encerramento de estrada no Alvor, em plena Rede Natura
Caso é exemplo de incapacidade na gestão do litoral
A Ria de Alvor está classificada Sítio de Interesse Comunitário no âmbito da Rede Natura 2000 pela Resolução de Conselho de Ministros nº 76/2000 de 5 de Julho. A área está igualmente classificada pela importância dos seus valores naturais no quadro da Convenção de RAMSAR. Entre a diversidade dos ecossistemas presentes nos seus 1454 ha, diferentes tipos de dunas constituem habitats prioritários que também albergam várias espécies de aves que aí nidificam.
Nos objectivos traçados com a criação desta área estão a conservação e preservação do cordão dunar, o que implica condicionar acessibilidades e evitar o pisoteio.

A estrada em causa une o porto de pesca do Alvor, junto às piscinas e campo de futebol, e estende-se até ao molhe nascente da Ria de Alvor. Esta estrada de terra batida até há alguns meses permitia apenas a circulação de veículos todo-o-terreno.

Porém, fruto da remoção de areia para o enchimento de praias próximas, incluindo Alvor Nascente, foi melhorada para permitir a passagem de veículos pesados e possibilita agora a circulação de qualquer veículo na sua parte inicial onde tal dantes não acontecia.

Já na passada semana a Liga para a Protecção da Natureza – Algarve havia alertado para esta situação.
No passado domingo, 23 de Agosto, a Quercus documentou a presença de várias centenas de veículos, parapentes com motor a sobrevoarem as dunas a baixa altitude, calculando-se também em muitas centenas o número de pessoas que tenham atravessado o cordão dunar (ver fotografias em anexo, que podem ser disponibilizadas em alta resolução).

No próprio dia, a Quercus contactou o Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da Guarda Nacional republicana (SEPNA – GNR) que também constatou a ocorrência.

É um facto que os proprietários dos inúmeros veículos que estacionam na estrada NÃO TÊM QUALQUER AVISO a informar, no início do acesso, que a circulação na estrada é proibida, havendo porém também uma clara falta de civismo ao estacionarem sobre a vegetação e ao efectuarem actividades lesivas como parapente com motor, prejudicando as aves e causando um ruído intenso sobre a praia.


/


O contraste

Grande parte da área está abrangida pelo Plano de Ordenamento de Orla Costeira Burgau-Vilamoura. Precisamente devido à sensibilidade da área em causa, não há qualquer zona balnear entre a praia de Alvor (Poente) e o molhe da Ria de Alvor (quer no lado do oceano, quer também no lado da Ria).

Mais ainda, a praia de Alvor (Poente) foi objecto, no âmbito do referido Plano de Ordenamento, da construção de um conjunto de infraestruturas que procuram tanto quanto possível minimizar o impacte sobre as dunas (passadiços elevados, estruturas em madeira elevadas, entre outros cuidados), havendo inclusive recomendações aos utentes para não atravessarem o cordão dunar, para além de cordas a demarcarem o seu limite.

Foi também recentemente transformada uma antiga zona terraplanada interior em área de estacionamento suplementar de acesso à praia.

Esta situação contrasta assim com a utilização completamente desregulada e com forte impacte na área a Poente da referida zona balnear.


/


Demasiadas instituições a gerir, mas medida a tomar é simples

A Quercus considera que este é mais um exemplo claro de como a política integrada para o litoral, objecto de múltiplos planos e estratégias, falha redondamente na prática, evitando situações que põe em causa objectivos de preservação do litoral, de conservação da natureza e da paisagem.

Em mais este caso, a jurisdição da área em causa é partilhada no seu todo ou em parte pela Câmara Municipal de Portimão, Administração da Região Hidrográfica do Algarve, Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos e Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade.


/


A Quercus apela assim às entidades em causa que se concertem e tomem rapidamente a iniciativa de interditar a estrada em causa, permitindo apenas a passagem de veículos autorizados, nomeadamente para efeitos de fiscalização e vigilância.

Alvor, 27 de Agosto de 2009
 
  
 
void
void void
void
void void
void void
void
void void
Mapa do site Adicione aos favoritos Ficha técnica
void
void void
   desenvolvido com Senso Comum Lda