Quercus quer a proibição da largada de balões

As largadas de balões continuam a aumentar. Este verão foram a alternativa aos tradicionais foguetes nas festas populares, depois de estes terem sido proibidos com o objetivo de prevenir incêndios florestais e continuam a ser moda em diversas festas particulares. A Quercus enviou ao Ministério do Ambiente com conhecimento a todos os Grupos Parlamentares e Partidos com assento na Assembleia da República um novo pedido para a adoção de medidas que proíbam a “largada de balões”.

 

Sendo os balões em plástico, e por vezes equipados com lâmpadas LED usadas particularmente em libertações noturnas de eventos festivos, após a sua libertação, o destino será as matas mais próximas ou os meios marinhos (rios, lagoas, mares ou oceanos). Aliás, em limpezas de matas e praias é frequente encontrar-se vestígios de balões. Como é do conhecimento geral, o plástico é um material duradouro, havendo assim uma grande probabilidade de estarmos a armazenar na natureza milhares destes exemplares com os impactes negativos que lhes estão associados - ao fim de alguns anos vão perder a cor, fragmentar-se em pedaços mais pequenos e serão certamente confundidos por alimentos e ingeridos por espécies, de pequeno ou grande porte, acabando estas por morrer.

 

O combate à poluição marinha tem sido um objetivo Europeu e há inclusive avanços na tentativa de reduzir a utilização de matérias em plástico com utilização única, por forma a contribuir para a minimização da poluição marinha.

 

Já em 2016, a Quercus pediu regulamentação ao Ministério do Ambiente, solicitação que reiterou agora, junto deste Ministério e de todos os Grupos Parlamentares e Partidos com assento na Assembleia da República para a adoção de medidas que proíbam a “largada de balões”. 

 

A Quercus compreende as causas que estão normalmente na origem destas iniciativas, mas reforça que qualquer que seja a causa não poderá prejudicar outra, pelo que recomendamos a substituição das atividades de largada de balões por outras iniciativas com menos impacto ambiental.

 

 

Lisboa, 11 de setembro de 2018

 

 

 

 

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