Quercus quer suspensão permanente das rendas pagas pelo Estado às elétricas

luis tosta 248147 unsplashNa sequência de notícias divulgadas sobre o adiamento, por parte do Estado, do leilão da garantia de potência às grandes elétricas, motivado por dúvidas da Comissão Europeia, a Quercus apela para que se acabe de vez com este regime de pagamento da garantia de potência.

 

Havendo garantia da parte da REN quanto à segurança do abastecimento do sistema elétrico nacional, não se justifica a atribuição destas rendas anuais para suportar um permanente estado de prontidão das centrais.

 

Segundo a ERSE, este regime de incentivo à garantia de potência em vigor em Portugal teria um custo de 665 milhões de euros até 2032. De acordo com a Secretaria de Estado da Energia, esta suspensão agora anunciada permitirá poupar cerca de 20 milhões de euros, esperando-se que essa recuperação seja em prol dos consumidores.

 

Recorde-se que Portugal paga uma das faturas energéticas mais caras da Europa.

 

A Quercus apela ao Governo para que suspenda, não temporária, mas sim definitivamente o esquema das garantias de potência, que apenas beneficia as empresas elétricas e infraestruturas electroprodutoras, como as grandes barragens.

 

Por diversas razões ambientais, a Quercus sempre considerou que deve ser dada prioridade à promoção da microgeração elétrica, em vez dos grandes investimentos, nomeadamente em grandes barragens. A produção elétrica por parte dos cidadãos e pelo Estado é igualmente fundamental pois contribui para reduzir a dependência energética em relação ao exterior e às grandes companhias elétricas, tornando mais justa a distribuição dos rendimentos provenientes do setor energético.

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