Quercus denuncia mais um atentado ambiental

Descargas ilegais no Outeiro Seco, Chaves decorrem desde 2007

 

ribeira poluida chavesImagens recolhidas no passado dia 4 de Setembro vieram provar que as autoridades competentes tais como a Câmara Municipal de Chaves e a Junta de Freguesia de Outeiro Seco, continuam a permitir o lançamento nas linhas de água e no Rio Tâmega, os esgotos sem qualquer tratamento há já nove anos. Estes esgotos são provenientes dos parques empresariais localizados no lugar de Vale Salgueiro, em Outeiro Seco, Chaves, sendo esta informação do conhecimento público.

 

A Quercus alerta que esta situação constitui não só um atentado ambiental mas também um grave perigo à saúde pública, arrastando-se a situação desde 2007. Os resíduos são na maioria produtos químicos industriais e vão directamente para as linhas de água, terrenos e Rio Tâmega, à vista de todos.

 

Existem provas que mostram os incessantes alertas e denúncias feitas pelos populares para a resolução deste crime, como fotografias e trocas de correio electrónico com a Câmara Municipal de Chaves. Nenhumas das denúncias realizadas surtiram efeito, recebendo apenas meras palavras para tentar tranquilizar os ânimos.

 

A situação foi reportada à CCDRN (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte), à APA (Agência Portuguesa do Ambiente) e à IGAMAOT (Inspeção-Geral dos Ministérios do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia e da Agricultura e do Mar) mas não houve qualquer resolução por parte destas entidades.

 

No passado, em declarações a vários órgãos de comunicação social, o Exmo. Sr. Presidente da Câmara de Chaves afirmou que em 2016 seria construído o emissário e o problema ficaria resolvido, tendo mesmo dado a sua “palavra”, mas até ao momento nada se verificou.

 

A Quercus receia que com a mudança de estações do ano, e a chegada de épocas mais chuvosas, este se torne ainda um problema maior, pois a ETAR responsável pelo tratamento de resíduos não consegue responder ao aumento do caudal das águas pluviais e dos esgotos em uníssono, tendo como consequência o aumento de lançamento de águas não tratadas nas linhas de água da região. Em alturas pouco chuvosas ou extremamente secas as águas das nascentes não são suficientes para arrastar tantos resíduos, acabando estes por se acumular nas zonas ribeirinhas.

 

A Quercus exige a rápida resolução desta situação ilegal por parte das entidades competentes, considerando que é urgente dar resposta a este problema que se arrasta há já vários anos e que tem vindo a comprometer a saúde pública e o Ambiente.

 

Lisboa, 06 de Outubro de 2016.

 

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

 

 

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