• Núcleo Regional de Lisboa

    Conheça as actividades do Núcleo Regional de Lisboa da Quercus.

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É necessário investir nos eléctricos!

O núcleo de Lisboa da Quercus-ANCN observa com revolta o desaparecimento progressivo, e já quase total, dos eléctricos de Lisboa.


Os eléctricos constituem uma forma de transporte colectivo que não causa poluição do ar a nível local, ideal para uma distribuição de passageiros em pequena escala, particularmente adequada, portanto, ao ambiente citadino. Contam com forte tradição histórica e afectiva na cidade, que faz deles um símbolo cultural cuja preservação seria, no mínimo, interessante.


Na Europa central, onde nos anos 50 e 60, este meio de transporte foi abandonado, é hoje gradualmente reabilitado com novos investimentos recuperação de linhas abandonadas, introdução de novas linhas e renovação de frotas. Deverá Lisboa, do século XXI, cometer os erros que outros começaram já a corrigir?
Os eléctricos têm vindo a ser abandonados em favor de autocarros, os quais são muito mais poluentes, ruidosos e possuem uma menor durabilidade, devido à falta de vontade política para fazer o imprescindível:

Pôr os transportes colectivos a circular em faixas a eles estritamente reservadas, ou ruas exclusivamente dedicadas, e não em competição permanente com os automóveis privados; Dar prioridade aos Transportes colectivos sempre que os seus percursos se cruzam com os automóveis particulares.

 

São as medidas acima mencionadas que fazem do carro eléctrico, nas cidades da Europa central, um meio de transporte eficaz, rápido e cumpridor de horários e no qual o utente pode, então, confiar.

 

Nas cidades portuguesas a aplicação destas medidas é sistematicamente rejeitada por uma razão muito simples: porque elas prejudicam a circulação e o estacionamento dos automóveis privados, os quais, no ponto de vista de quem nos governa, continuam a gozar de total prioridade.

 

É preciso afirmar, não há futuro para os eléctricos enquanto eles forem obrigados a competir com carros a circular — e infelizmente também a estacionar — nas suas faixas de rodagem. Há grande futuro para os e1éctricos quando eles puderem circular, ao longo da totalidade do seu percurso, em faixas próprias, interferindo com o tráfego automóvel apenas em cruzamentos, devendo o transporte colectivo gozar então de prioridade. Isto é perfeitamente viável em Lisboa como noutras capitais europeias, desde que se retire em todas as grandes avenidas, duas faixas de rodagem aos automóveis, para instalação dos carris dos eléctricos.

A Quercus denuncia que o abandono progressivo de eléctrico se deve a uma deliberada política de desinvestimento. Incrivelmente, pretende-se compensar esse desinvestimento com um investimento muito mais oneroso, em linhas de metropolitano. Gasta-se dez vezes mais dinheiro para se obter um resultado inferior, pois pretende-se instalar os carris debaixo da terra — apenas e tão só para que eles não perturbem a circulação do meio de transporte que para os nossos governantes é prioritário: o automóvel particular, sacrificando assim a comodidade do passageiro, então, forçado a vencer escadarias e intermináveis túneis e galerias para aceder ao meio de transporte.


A Quercus defende:

• Uma gestão unificada do transporte colectivo na cidade de Lisboa (e urbes circundantes), travando o passo a lutas mesquinhas entre diversas empresas públicas (Metro, Carris, Refer) pelos favores do investimento governamental.

• Que o investimento em transporte colectivo seja feito de forma racional, procurando maximizar o número de passageiros transportados por unidade investida, favorecendo então, em muitos casos, um eléctrico ligeiro em desfavor de um metropolitano mais pesado.

• Que o transporte colectivo à superfície seja feito, sempre que a largura das vias o possibilite (nas grandes avenidas), em faixas separadas, ou em ruas dedicadas, quando tal possibilidade não exista. Só assim se conseguirá que os transportes colectivos adquiram rapidez e pontualidade que os tornem preferíveis, aos olhos dos utilizadores, ao automóvel privado.

• Que se organize o tráfego e a utilização das faixas de rodagem por forma a que os transportes colectivos se cruzem o menos possível com os automóveis privados, tendo nos cruzamentos o transporte colectivo sempre prioridade. (Uma proposta concreta neste sentido, para circulação na Baixa lisboeta, foi recentemente apresentada pela Quercus.)

• Que se favoreça a utilização de veículos eléctricos, apoiados ou não sobre carris, no transporte colectivo, dando prioridade à qualidade do ar citadino.

• Que seja introduzido, sem mais delongas, a filosofia do bilhete único por forma a desonerar as comutações, neste tipo de transporte, incentivando assim a sua utilização face a outros modos que já a utilizam.

• Que sejam apresentados estudos de viabilização relativos à carreira 18, e a uma rápida reintrodução de carreiras eléctricas nos eixos:

- Amoreiras - Campolide - Av. Duque d´Ávila - Chile - Alto de S. João
- Carmo - Rato - Amoreiras - Campo de Ourique - Estrela
- Cais do Sodré - Príncipe Real - R. Alex. Herculano - Gomes Freire

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